Quase viva…

Não “quase viva” em tom de esperança…pode esquecer

Em meio às férias, à volta à cidade, à morte do Michael Jackson, e  aos 40 anos do álbum “Abbey Road” eu ignorei conscientemente esse blog. Desagradável…

Não estou engraçada hoje…na verdade, todos à minha volta dizem que eu estou mal humorada…ou que eu sou mal humorada…eu poderia dizer “ao inferno com eles”, mas eu mentiria em dizer que não me preocupo com o que os outros dizem. Se existiu alguém que não se preocupava, essa pessoa já morreu em alguma manifestação que não deu em nada, durante algum período histórico presente em livros, mas não em NOSSAS histórias ou mentes.

Não sou rebelde…de maneira alguma. Se fosse, não seria sem causa, mas sem vontade ou eloquência. Revoltar-me contra  o que? Os que se dizem revoltados com o sistema não fazem nada para mudá-lo. O dia em que eu tiver uma idéia consistente de revolta, me revoltarei…ou o dia em que não restar outra alternativa a não ser sair da linha de produção.

Estava lendo a biografia de John Lennon. Eu ouço muitas pessoas, dessas aí com décadas nas costas mas nenhuma consciência, dizendo que ele foi só um revoltado. Mas eu só fico realmente pasmada (a língua portuguesa parece estranha às vezes) quando dizem que ele foi um grande homem que fez boas músicas. Eu sei e muitos sabem que ele não foi apenas isso. Não direi o que se diz sempre: ele foi um ícone, um artista completo, um gênio. Só observarei uma coisa: 40 anos depois do lançamento do último álbum dos beatles, se olharmos em todas as playlists e adolescentes no mundo todos, há uma grande chance de encontrarmos uma música deles.

Isso é continuar vivo…

…enquanto isso, vou tentando reviver…

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