Olhando pela janela de madrugada

Ninguém na rua

Ninguém

Eu poderia dançar na rua se quisesse

Eu poderia deitar na rua se quisesse

Mas não vou

Nada, Nada na rua

Só o som de um sambinha constante e estranho ao fundo…sem cadência, sem alguém cantando…

Só cavaquinho e pandeiro, tão ou mais solitários que essa calçada

Um cheiro de lixo (que coisa pouco sentimental)

E um vento com vontade de dormir

Como eu

Pássaros cantando, agora?????

(O cavaquinho prossegue, sozinho)

Carros ao longe

(O cavaquinho para)

Luzes ao longe

Mulheres conversando em algum lugar. Aonde?

A rua me incomoda

fecho a janela

“[…]e o universo-reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.”

Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)

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Conversas de Ônibus

De uma coisa eu tenho certeza: depois de eu pagar 2 reais para pegar um ônibus lotado, ficar em pé, andar em uma rua cheia de buracos e quase cair ao passar na rotatória, deve existir pelo menos uma alternativa de diversão nesse simpático transporte público: as conversas. Perdi a conta de quantas vezes já ouvi histórias inacreditáveis enquanto tentava não derrubar minha mochila.

Outro dia uma me chamou a atenção. Tanto que até desci no ponto errado, prestando atenção nas indagações cheias de medo de uma mulher idosa, conversando com um adolescente. A senhora cometeu um grande erro ao querer puxar assunto…

– Viu o negócio da gripe suína?

– Quem?

– A gripe suína!

– Ah sei, me deu uma ontem.

– Como assim?

– Começei a espirrar ontem, tenho certeza de que é a gripe suína. Bem que eu pensei em ficar em casa pra não passar para os outros, mas não deu…

– Espera, você ‘tá com gripe suína e ‘tá sentado ao meu lado? Você é louco? Você quer matar todo mundo? Você…

Enquanto isso, o cobrador ria:

– Eu sei que é maldade, mas é engraçado: é a terceira velhinha que esse cara assusta nessa semana…

Como é?

Bom dia blog novo!

Comentários de pessoas que me ouviram dizendo que eu ia fazer um blog:

“Que coisa de desocupado”

“Você não nada de mais importante pra fazer não?’

“Mas você vai escrever o que, fofoca?”

“Você nem tem o que escrever!”

“Há!”

É…no fim das contas era melhor eu nem ter falado…

Mas já que esses comentários chegaram como um verdadeiro sopro de inspiração, respondi a todos: “Como assim ‘não’?”

E fez-se o blog. Muito prazer, a anônima que vos fala é xuxu, pré-jornalista com idéias inúteis demais na cabeça. O “Como assim ‘não’?” é uma via de escoamento de pensamentos do tipo “eu poderia ter ido dormir sem essa” e “hum…e daí?”.

Um lugar para ser sincero. Deixe sua história aqui e eu vejo o que fazer com ela.

enfim….nada

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